Calculadoras de carreira 2026
Aqui a pergunta não é quanto cai na conta no fim do mês, e sim se vale a pena mudar de contrato. São contas que se faz antes de aceitar uma proposta.
O que muda quando se troca a CLT pela PJ
A carteira assinada paga treze salários por ano, mais um terço no mês de férias, e deposita 8% de FGTS numa conta em seu nome. Some tudo e a CLT rende por volta de um terço a mais do que o salário sugere. É por isso que comparar salário bruto com faturamento leva à conclusão errada.
Do outro lado, a PJ paga imposto menor sobre o que recebe. Quem fatura até R$ 6.750,00 por mês pode ser MEI e recolher um valor fixo de pouco mais de R$ 86,00. Acima disso é preciso abrir empresa e entrar no Simples Nacional, onde o imposto vira um percentual, aparece o custo do contador e existe o pró-labore.
A conta fecha em favor de um ou de outro dependendo da faixa. O que quase nunca aparece nas comparações é o que a PJ não tem: seguro-desemprego, aviso prévio, estabilidade e a cobertura do INSS calculada sobre o pró-labore, que costuma ser o mínimo.
Pró-labore e fator R, sem jargão
Pró-labore é o salário que o sócio tira da própria empresa. Ele não é dinheiro a mais, porque sai do mesmo faturamento, mas define quanto a empresa paga de imposto. O Simples compara a folha com a receita dos últimos doze meses: se a folha chega a 28% do faturamento, a empresa é tributada pelo Anexo III, que começa em 6%. Abaixo disso, cai no Anexo V, que começa em 15,5%.
Essa razão é o chamado fator R, e é a razão pela qual dois profissionais que faturam o mesmo podem pagar impostos muito diferentes. Quem deixa o pró-labore no mínimo por hábito costuma estar no anexo caro sem saber. A calculadora de CLT x PJ mostra em qual anexo você cairia e permite testar valores.
Se o que você precisa é do outro lado da moeda, quanto sobra do salário com carteira assinada, as calculadoras trabalhistas respondem isso verba a verba.